Para que se apliquem novas regras de aplicação da lei, uma revisão dos parametros morais sobre vida e morte?
Para que a corrupção seja entendida como um crime hediondo contra a sociedade e vistos como pessoas comuns, acabando-se as mordomias originadas em nosso suor?
Para que as pessoas percebam que o mundo é um lixo porque todos somos os (ir)responsáveis que deixaram todas as coisas sairem de seu eixo normal, aceitando a dominação, a corrupçãao e a ganância como propostas de vida e realização pessoal?
O que é que falta, afinal, para que saiamos de nosso sofá confortável e imune para resolvermos nossos problemas de uma vez por todas, sem a ajuda dos ladrões de gravata, sem medo dos criminosos anti-sociais que nos obrigam a temer passear nas ruas, visitar os amigos, ajudar as pessoas sem desconfiança?
Eu não acredito no fim do mundo, apenas no final de nossa civilização e, de coração, eu torço pra que isso aconteça.
Afinal, nós não merecemos pertencer à esse lindo universo.
Quando desaparecermos, o mundo ainda estará aqui e, como sempre tem feito, vai fazer plano de fundo para a existência e manutenção da vida.
Só que desta vez, sem as ervas daninhas: NÓS.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Sem saco
Ando sem saco para escrever, desabafar, criticar, elogiar, participar ou me abster.
Ando realmente sem saco em fazer parte de alguma coisa, seja ela o que for.
Não quero fazer parte nem de minhas rotinas, de meus planos, de minhas vontades e desânimos.
Gostaria de, por alguns momentos, ser algo, ser simplesmente.
Existir, sem consciência, sem experiência, mero expectador imerso na "mistureba generalizada de todas as coisas" (quem lê DNA sabe do que se trata).
Gostaria de ser uma pedra, capaz deresistir ao tempo e de transformar-me com ele, daptando minhas novas estruturas aos contornos da paisagem.
Poder estar ali, sem significar absolutamente alguma coisa.
Ando descontente com a existência, mas não penso em querer morrer ou coisa que o valha.
Não gosto e não entendo a maneira como a vida evoluiu de formas tão perfeitamente adaptáveis para esta forma cretina, mesquinha, pobre, ignorante, volátil e fraca que é o ser humano.
Entendoo proceso evolutivo, só não entendo por que nós somos o conceito de evoluídos.
Nossa inteligência e capacidade de percepção da realidade um pouco diferente da dos outros seres vivos nos deu uma ilusão de autoridade sobre tudo o que existe.
Nós nos consideramos o centro de tudo o que é real, e fora de nossa realidade nada importa.
É muita arrogância acreditarmos que fomos criados com um propósito e que os animais e plantas estão aqui para nos servirem de abrigo e alimento.
Estamos todos no mesmo pacote: todos queremos sobreviver.
Mas o desrespeito pelo outro, seja ele o que for, é do tamanho da megalomania humana.
Eu gostaria de ser uma pedra, de me transformar em poeira e, em alguns milênios, fazer parte do movimento infinito dos desertos.
Gostaria de poder contemplar o surgimento de novas espécies, estar ao lado delas, acompanhar o desaparecimento humano e o retorno da segurança da vida de todas as outras espécies que hoje vivem sob ameaça.
Ando sem saco para ser humano, apenas gostaria de fazer parte do universo, imerso nele, disforme, incolor, insípido, transparente, inodoro, anti-material.
Deve ser a ressaca das festas defim-de-ano.
Ando realmente sem saco em fazer parte de alguma coisa, seja ela o que for.
Não quero fazer parte nem de minhas rotinas, de meus planos, de minhas vontades e desânimos.
Gostaria de, por alguns momentos, ser algo, ser simplesmente.
Existir, sem consciência, sem experiência, mero expectador imerso na "mistureba generalizada de todas as coisas" (quem lê DNA sabe do que se trata).
Gostaria de ser uma pedra, capaz deresistir ao tempo e de transformar-me com ele, daptando minhas novas estruturas aos contornos da paisagem.
Poder estar ali, sem significar absolutamente alguma coisa.
Ando descontente com a existência, mas não penso em querer morrer ou coisa que o valha.
Não gosto e não entendo a maneira como a vida evoluiu de formas tão perfeitamente adaptáveis para esta forma cretina, mesquinha, pobre, ignorante, volátil e fraca que é o ser humano.
Entendoo proceso evolutivo, só não entendo por que nós somos o conceito de evoluídos.
Nossa inteligência e capacidade de percepção da realidade um pouco diferente da dos outros seres vivos nos deu uma ilusão de autoridade sobre tudo o que existe.
Nós nos consideramos o centro de tudo o que é real, e fora de nossa realidade nada importa.
É muita arrogância acreditarmos que fomos criados com um propósito e que os animais e plantas estão aqui para nos servirem de abrigo e alimento.
Estamos todos no mesmo pacote: todos queremos sobreviver.
Mas o desrespeito pelo outro, seja ele o que for, é do tamanho da megalomania humana.
Eu gostaria de ser uma pedra, de me transformar em poeira e, em alguns milênios, fazer parte do movimento infinito dos desertos.
Gostaria de poder contemplar o surgimento de novas espécies, estar ao lado delas, acompanhar o desaparecimento humano e o retorno da segurança da vida de todas as outras espécies que hoje vivem sob ameaça.
Ando sem saco para ser humano, apenas gostaria de fazer parte do universo, imerso nele, disforme, incolor, insípido, transparente, inodoro, anti-material.
Deve ser a ressaca das festas defim-de-ano.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Um navio chamado UNEMAT

Vamos ser honestos: boa parte das pessoas que conhecem a UNEMAT tinham aquele pressentimento de que algo iria dar muito errado.
Senão vejamos uma breve historinha para exemplificar o que queremos dizer.
Uma salgadeira é contratada para realizar a incrível façanha de preparar 10.000 salgados, sortidos, para serem entregues em dois dias.
Bom, ela como uma excelente cozinheira e de experiência comprovada, sabe que sozinha vai ser impossível dar conta do recado, logo, ela resolve contratar outras cozinheiras de sua confiança e outras indicadas por estas mesmas cozinheiras para lhe ajudar na preparação dos 10.000 salgados.
Não fosse só isso, ela também precisou de algum tempo no supermercado fazendo levantamento de preços e adquirindo os produtos necessários para esta empreitada.
Dentro do prazo estipulado, tudo correu perfeitamente bem.
Agora, qual foram os problemas da UNEMAT na realização do concurso público?!
Primeiro: ter aceitado o prazo e as condições estipuladas para a realização do certame.
O ideal seria ela ter dito : NÃO! Sob estas condições não podemos fazer o concurso.
Segundo: uma vez tendo aceitado o desafio de fazer o megaultrapowerconcurso com provas em apenas um único dia, ela deveria ter aproveitado o tempo para, além de uma boa elaboração de prova e correção dos cadernos, encontrar uma equipe que já tivesse trabalhado em concurso, ou vestibulares, e feito alguma parceria (inclusive com a UFMT, por que não?!). No entanto, ela saíu arrebanhando pessoas até no penúltimo dia antes das provas, dando um treinamento relâmpago para pessoas sem experiência e compromisso com este tipo de atividade.
Terceiro: Não se manteve atenta a manter tudo dentro de um universo real de possibilidades, não buscou prever situações adversas, nem a falta de material humano, tendo realizado o concurso como se estivesse fazendo um vestibular nas coxas.
Pessoas despreparadas ou mal treinadas tendem a fazer besteiras, a abandonar seus postos quando a "coisa" fica feia.
Deu no que deu.
Agora, esta mesma equipe despreparada e sem capacidade de assunção de responsabilidade pelos erros cometidos (vulgo "mea culpa") está decidida a preparar um novo edital até próxima quarta-feira divulgando as novas datas de provas (provavelmente com todas as provas sendo realizadas no mesmo dia, tchanâm!!), e com o mesmo material humano despreparado pra que se corra o risco de que tudo seja , mais ou menos, do mesmo jeito.
Como disse o amigo Daniel, é a história do batedor de penaltis quando erra: você não manda ele bater de novo se não quiser se arriscar a ser linchado pela torcida depois.
Mas existe interesse político de que esse concurso seja realizado ainda este ano, de que a UNEMAT continue a frente desta tarefa monstruosa.
Façam suas apostas, mas eu ainda fico com a idéia de "eu já sabia" martelando para esta segunda tentativa também.
Não é que esteja torcendo para que as coisas deem errado. É mera constatação de alguns anos dentro deste Titanic.
O iceberg vai rasgar o casco se continuarmos neste ritmo.
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